terça-feira, setembro 05, 2006

Clown


Gosto desta música... :)

Anything fades
and withers away
tomorrow is past. to dose to stay
l've never heard that voice before - nevermore
l've been trying to tease you
l've been trying to please you
how can l make your time worthwhile
Life's to be lived
the road shall be long
let's sing our fate
a happy song : l WANT TO BE A CLOWN
l WANT TO BE A CLOWN
FOOL AROUND
AND MAKE YOU LAUGH
Now what can l do .to catch a smile
Forever young
In sweet desire
It's but a law
We have to break
there must be more ways. we can take
How can l blame you
for l cannot save you
how can l make
your time worthwhile /The bitterest taste
of the years l waste
is that l spare my mind
of what remains

A terra

A Terra

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

Miguel Torga

segunda-feira, julho 24, 2006

Vive como se fosses morrer amanhã. Aprende com se fosses viver para sempre.
Gandhi

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro

Pintura de Carmel Mooney

terça-feira, julho 18, 2006

- Bom dia – disse o pequeno príncipe.
- Bom dia – respondeu o vendedor. Vendia pílulas contra a sede, muito eficazes. Toma-se uma todas as semanas e não sente vontade nenhuma de beber.
- Porque vendes isso? – perguntou o pequeno príncipe.
- Poupa-se muito tempo – respondeu o vendedor.
– Os peritos fizeram contas. Poupam-se 53 minutos por semana. – insistiu o vendedor.
- E o que se faz com esses 53 minutos?
- Bem, faz-se com eles o que se quiser…
- Se que tivesse 53 minutos – disse o pequeno príncipe – caminharia calmamente até ao poço mais próximo…

quinta-feira, julho 13, 2006

Uma boa maneira de começar um blog - Van Gogh, o meu ídolo na pintura